9 erros de nomenclatura de campanha que quebram o seu relatório

Nomenclatura de campanha: 9 erros que quebram o relatório de mídia e as boas práticas para padronizar o time.

Ícone 3D de etiqueta de identificação sobre fundo degradê azul e rosa da Laiki, representando a nomenclatura de campanha

Sumário

Um erro de nomenclatura de campanha não aparece como erro. Ele aparece como um relatório que soma errado, e quase sempre alguém só percebe na reunião. A campanha some do ranking, o canal aparece duas vezes, e a explicação leva a tarde inteira porque o problema está no nome, não no número.

Já escrevemos sobre como configurar UTM, que trata dos parâmetros do link. Aqui o assunto é o outro lado do mesmo combinado: o nome que você dá à campanha, ao conjunto e ao anúncio dentro do gerenciador. Abaixo estão nove erros comuns, com a consequência exata que cada um produz no relatório.

1. Misturar maiúscula e minúscula

O mesmo nome escrito de dois jeitos vira duas linhas. Segundo a documentação do Google Analytics, os valores dos parâmetros diferenciam maiúsculas de minúsculas: utm_source=google e utm_source=Google não são a mesma coisa.

No relatório, a campanha aparece partida ao meio, e cada metade parece ter performado pela metade. A regra que resolve é chata e funciona: tudo em minúsculo, sem exceção.

2. Usar espaço no nome

Espaço vira %20 na URL, e às vezes vira “+” no meio do caminho. O resultado é um valor que muda de forma entre a plataforma de mídia e a ferramenta de análise, o que impede o cruzamento automático entre investimento e resultado.

Use hífen ou sublinhado como separador, e escolha um dos dois para a operação inteira.

3. Colocar o canal no campo errado

O canal que vai para o utm_source é a origem, o meio que vai para o utm_medium é o formato. Trocar os dois, ou escrever “instagram” no medium, faz o agrupamento por mídia paga deixar de fechar com o investimento da conta.

O sintoma clássico é o time olhar um relatório em que a soma dos canais pagos não bate com a fatura do gerenciador.

4. Campanha sem objetivo nem data no nome

Um nome como “campanha nova” resolve enquanto ela está no ar. Seis meses depois, quando você compara o desempenho de duas campanhas de captação, ninguém sabe qual era qual.

Coloque a informação que você vai precisar no futuro: objetivo, produto ou oferta, e o período. Um nome como conversao_playbook_2026-09 responde sozinho.

5. Digitar o nome do anúncio à mão

Nome digitado tem erro de digitação, e erro de digitação vira registro novo no relatório. Além disso, o nome digitado à mão dificilmente segue o mesmo padrão do resto.

Quando a plataforma permite, use os parâmetros dinâmicos, como {{campaign.name}} e {{ad.name}} no Meta. O nome entra sozinho, sempre igual ao que está no gerenciador.

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6. Cada pessoa usar uma abreviação diferente

Uma pessoa escreve “conv”, outra “conversao”, outra “conversão” com acento. As três querem dizer a mesma coisa, e as três aparecem separadas no relatório.

Acento é um problema à parte, porque ele pode ser codificado de formas diferentes. Fora do texto do anúncio, escreva sem acento.

7. Criativo sem identificação

O conjunto está nomeado, a campanha está nomeada, e o anúncio se chama “Anúncio 1”. Quando o time quiser saber qual criativo performou melhor, não vai ter como responder sem abrir o gerenciador peça por peça.

Identifique o formato e a peça no nome, algo como video_depoimento-cliente ou estatico_oferta-15off. É o que permite comparar criativo por criativo no relatório, sem trabalho manual.

8. Teste A/B indistinguível

Dois anúncios com nomes quase iguais, diferindo em uma palavra no fim, transformam a leitura do teste em adivinhação. Pior ainda quando a variável testada não está no nome.

Marque explicitamente o que muda entre as versões: ..._v1-headline-preco e ..._v2-headline-prazo. Assim o resultado do teste é lido no relatório, não reconstruído de memória.

9. Renomear a campanha no meio do voo

Este é o erro mais caro da lista, porque ele quebra o histórico. Dependendo de como a ferramenta de análise guarda o dado, o período anterior fica com o nome antigo e o novo período com o nome novo. A campanha vira duas, e a série histórica se perde.

Se precisar mesmo mudar, registre a data da troca e o motivo em algum lugar que o time consulte. Melhor ainda: não mude. Crie a próxima com o padrão certo e deixe a antiga terminar como está.

Como manter o padrão de nomenclatura de campanha vivo

Saber os erros não resolve, porque o problema é de rotina e não de conhecimento. Quatro práticas sustentam o padrão no dia a dia.

Escreva a convenção e deixe acessível. Um documento curto, com a estrutura do nome, os separadores e um exemplo de cada tipo de campanha. Se ele mora na cabeça de alguém, ele não existe.

Mantenha um dicionário de valores permitidos. Liste o que pode entrar em cada posição do nome: os canais válidos, os objetivos válidos, as abreviações oficiais. É esse dicionário que impede a variação do erro 6.

Revise antes de subir a campanha. Uma conferência de trinta segundos, antes de publicar, custa muito menos do que reprocessar histórico depois. Vale colocar isso como item obrigatório do checklist de subida.

Tenha uma pessoa dona do padrão. Alguém que aprova mudanças na convenção e responde dúvidas. Padrão sem dono vira sugestão, e sugestão não sobrevive à correria de fim de mês.

Seja chato com isso. Nomenclatura parece burocracia até o dia em que a diretoria pede o desempenho por oferta dos últimos seis meses. O time que padronizou responde em minutos, filtrando o relatório. O time que não padronizou passa a tarde cruzando planilha para chegar ao mesmo número, com menos confiança nele.

O Playbook de Gestão de Dados traz a convenção completa, com a estrutura de nome, o padrão de UTM e o guia de campos personalizados prontos para a sua operação copiar e adaptar.

Perguntas frequentes

Existe um padrão de nomenclatura de campanha certo?

Não existe um padrão universal, e essa é a boa notícia. O que importa é que a estrutura seja consistente, tenha os campos que a sua operação usa para analisar e seja seguida por todo mundo. Um padrão médio aplicado sempre vale mais que um padrão perfeito aplicado às vezes.

Dá para corrigir a nomenclatura de campanhas antigas?

Renomear no gerenciador não conserta o histórico já registrado na análise, e pode piorar. O caminho comum é padronizar daqui para frente e tratar o período anterior como uma base separada, documentando onde a mudança aconteceu.

O padrão vale também para e-mail e conteúdo orgânico?

Vale, e é aí que a maioria esquece. Link de e-mail, link da bio e link de material rico entram no mesmo relatório de canais, então precisam seguir a mesma convenção para não virarem linhas soltas.

Foto de Eduardo Agustin Velardez

Eduardo Agustin Velardez

Profissional de marketing especializado em comunicação, marketing e tecnologia. CMO da Laiki e idealizador do método - "Métricas de Crescimento".
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