O WhatsApp está deixando de tratar o número de telefone como o único jeito de identificar um cliente. Com a chegada dos usernames (@nome), a Meta introduziu o BSUID, sigla para Business-Scoped User ID: um código que passa a representar a relação entre uma pessoa e uma empresa específica, mesmo quando o telefone não é compartilhado. Para quem trabalha com dados de marketing e vendas, isso não fica restrito à API. É uma mudança na própria chave que amarra o lead ao histórico dele.
O que é o BSUID (Business-Scoped User ID)
O BSUID é gerado pela Meta para cada par usuário-empresa. A mesma pessoa tem um BSUID diferente para cada negócio com quem conversa no WhatsApp, e uma empresa não consegue usar o BSUID de um cliente para descobrir a identidade dele em outra empresa. O desenho existe para preservar privacidade: menos rastreamento cruzado entre operações, mais controle do usuário sobre quando o número de telefone é exposto.
Na prática, os campos que hoje sempre trazem um número de telefone nos webhooks da API oficial, from e to, passam a poder trazer um BSUID no lugar, a partir do momento em que o cliente adota um username. O telefone continua existindo como dado de contato, mas deixa de ser garantido como chave de identificação.
Cronograma da mudança
A Meta está liberando a mudança em ondas, e alguns marcos já aconteceram:
| Data | O que acontece |
|---|---|
| Fim de março de 2026 | BSUID já aparece nos webhooks, mesmo para quem ainda não usa username |
| Maio de 2026 | API passa a aceitar o envio de mensagens direto por BSUID |
| 29 de junho de 2026 | Reserva de usernames abre globalmente |
| 7 de julho de 2026 | Primeiro grupo de países ganha acesso aos usernames (onda 1) |
| A partir de setembro de 2026 | Expansão para o restante do mundo, incluindo o Brasil |
Não existe uma data única de desligamento do número de telefone. A mudança acontece username por username, conforme cada pessoa ativa o recurso, que é opcional.
Três coisas que quebram quando o telefone some
Deduplicação de contato. Se o CRM usa o telefone como chave para saber se aquele lead já existe na base, um contato que chega via username sem compartilhar o número pode virar um registro novo, mesmo já tendo conversado antes com a empresa por outro canal.
Atribuição de mídia. Uma campanha de Click to WhatsApp que hoje fecha o funil no telefone do lead perde essa referência quando o clique vem de alguém com username ativo, e o relatório de custo por lead daquele canal fica incompleto.
Continuidade do atendimento. O time comercial que abre a conversa sem saber quem é a pessoa do outro lado, porque o histórico ficou vinculado ao número antigo, trata um cliente conhecido como se fosse um contato novo.
O impacto chega primeiro em operações de alto volume: times que dependem de campanhas de Click to WhatsApp para gerar leads, times comerciais que fecham venda majoritariamente pelo aplicativo, e operações de atendimento recorrente, onde o histórico da conversa é parte do valor entregue ao cliente. Quanto maior o volume de contatos por username, mais rápido o problema de atribuição e deduplicação aparece nos relatórios.
Como se preparar sem perder o histórico do lead
O ponto de partida é parar de tratar o telefone como a única chave de identidade. O BSUID precisa ser capturado e associado aos outros identificadores que a operação já tem: e-mail, ID interno do CRM, UTM de origem, dentro de uma gestão de dados de marketing e vendas organizada em camadas. É exatamente o problema que o Combinador de ID da Laiki resolve, com resolução de identidade em três camadas: mesmo quando o telefone, o e-mail e o BSUID chegam em momentos diferentes, a plataforma reconhece que é a mesma pessoa e mantém o funil e a atribuição de mídia íntegros, sem depender de qual identificador chegou primeiro na conversa.
Vale revisar três pontos antes que a adoção de usernames chegue ao Brasil, prevista a partir de setembro de 2026: se a plataforma de CRM ou automação já processa o campo BSUID nos webhooks, se existe uma lógica de deduplicação que considere mais de um identificador ao mesmo tempo, e se o relatório de atribuição de mídia depende exclusivamente do telefone para fechar o funil. Os três pontos custam pouco para revisar agora e caro para descobrir quebrados no meio de uma campanha em andamento.
Perguntas frequentes sobre o BSUID no WhatsApp
O BSUID substitui o número de telefone?
Não por completo. O BSUID passa a aparecer nos webhooks quando o cliente usa username, mas o telefone continua sendo capturado em conversas iniciadas pelo cliente, dentro da janela de interação recente e em mensagens de autenticação por código, que não mudam de estrutura.
O BSUID é o mesmo em qualquer empresa que o cliente contata?
Não. Cada relação usuário-empresa gera um BSUID próprio, o que impede uma empresa de identificar o mesmo cliente em outro portfólio de negócios.
Quando isso afeta operações no Brasil?
A reserva de usernames abriu globalmente em 29 de junho de 2026, mas a adoção por país acontece em ondas. O primeiro grupo, liberado em 7 de julho de 2026, não incluiu o Brasil; a expansão para o restante do mundo está prevista a partir de setembro de 2026.
Preciso trocar de CRM para lidar com o BSUID?
Não necessariamente. O ponto crítico não é o CRM em si, mas a lógica de identificação que ele usa. Uma plataforma de dados que combine telefone, e-mail e BSUID num único perfil de cliente resolve o problema sem exigir a troca da ferramenta comercial já em uso.
O identificador muda, a pergunta de negócio continua a mesma
BSUID, telefone e e-mail são três formas diferentes de responder a uma pergunta que não muda: quem é essa pessoa, e o que ela já fez com a sua operação até agora. Quando o dado fica organizado para responder essa pergunta independentemente de qual identificador chegou primeiro, a mudança na API do WhatsApp deixa de ser um risco e vira só mais uma fonte a integrar. Conheça o Combinador de ID da Laiki e teste por 30 dias como a resolução de identidade em três camadas mantém o seu funil de marketing e vendas íntegro, com ou sem BSUID.









